O Premium Tasting São Paulo acontece no dia 8 de maio, no WTC, reunindo degustação às cegas, grandes vinícolas e sommeliers em um dos principais eventos de vinho da América Latina.

Há eventos que se propõem a ensinar. Outros, a impressionar. O Premium Tasting tenta fazer as duas coisas ao mesmo tempo — e é exatamente aí que ele se diferencia.
No próximo 8 de maio, o WTC São Paulo recebe a segunda edição brasileira de um formato que nasceu na Argentina e, ao longo de mais de uma década, foi se ajustando até encontrar um ponto raro de equilíbrio: profundidade técnica sem didatismo excessivo, sofisticação sem rigidez e, sobretudo, uma experiência sensorial que não depende de rótulos para se sustentar.
Um formato que desloca o foco do rótulo para o vinho
A espinha dorsal do evento continua sendo a degustação às cegas — não como recurso lúdico, mas como método. Mais de 30 vinhos organizados em seis flights são apresentados sem mediação de marca ou origem, deslocando a atenção para aquilo que realmente importa: estrutura, textura, tensão, precisão.
É um exercício que exige mais do participante, mas entrega em proporção direta. Ao retirar o apoio do prestígio prévio, o evento força um tipo de escuta mais honesta do vinho.
Degustação às cegas como exercício crítico
Esse desenho ganha densidade com a condução de nomes como Héctor Riquelme, Gabriela Monteleone e Paulo Brammer. Não se trata de conduzir uma aula no sentido tradicional, mas de criar um campo comum de leitura. Há uma diferença importante: aqui, o conhecimento não é imposto, ele é calibrado em tempo real, a partir do que está na taça.
Outro ponto que sustenta a proposta é a presença dos próprios produtores. Existe uma mudança de dinâmica quando o vinho deixa de ser apenas interpretado e passa a ser também testemunhado. A narrativa deixa de ser apenas técnica e ganha dimensão humana — sem que isso dilua a análise.
Produtores, gastronomia e contexto
A gastronomia, assinada por Mario Augusto (ATTA Gastronomia), não entra como complemento. O menu foi pensado para dialogar diretamente com cada flight, ampliando as leituras possíveis de cada vinho. Não é sobre harmonização no sentido clássico, mas sobre criar contraste suficiente para revelar camadas que, isoladamente, passariam despercebidas.
O ambiente também não é neutro. As mesas compartilhadas funcionam como extensão do conceito: o evento pressupõe troca. Impressões circulam, discordâncias aparecem, referências se cruzam. É menos uma degustação individual e mais um espaço de construção coletiva de repertório.
Um recorte da América do Sul no WTC São Paulo
A curadoria de vinícolas reforça essa ambição de amplitude sem perder critério. Argentina, Chile, Uruguai e Brasil aparecem representados por nomes que, juntos, conseguem desenhar um panorama consistente da produção sul-americana — de Catena Zapata a Guaspari, de Emiliana a Família Geisse.
No Brasil, o Premium Tasting é co-organizado pela lampada.ag, responsável pela operação local. A execução acompanha o discurso: manter o padrão da experiência alinhado ao posicionamento do evento.
Por que o Premium Tasting São Paulo importa
O Premium Tasting não tenta simplificar o vinho para torná-lo acessível. Faz o movimento inverso: convida o participante a se sofisticar. E, ao fazer isso, evita dois extremos comuns — o hermetismo estéril e a superficialidade performática.
Em um cenário em que o vinho frequentemente oscila entre objeto de consumo e símbolo de status, propostas como essa ajudam a recolocar o eixo no lugar certo: experiência, repertório e critério.
Serviço:
Premium Tasting – 2ª edição Brasil
Data: 08 de maio (secta-feira)
Local: WTC – World Trade Center São Paulo – Endereço: Avenida das Nações Unidas, 12.551, Ballroom – Cidade Monções – São Paulo (SP)
Ingressos: R$ 1,8 mil (Primeiro lote) no Wine Locals (clique aqui)







