Após ruídos no mercado, Berkmann reforça estabilidade no Brasil. Com portfólio mais enxuto e manutenção das principais parcerias, operação passa a ter acompanhamento mais próximo da matriz.

A Berkmann Wine Cellars indica continuidade da operação no Brasil após a saída de Mariano Levy, movimento que gerou ruído inicial na comunicação, mas que, segundo a empresa, não altera a estrutura do negócio.
A transição está inserida em um processo de reorganização já em curso. Nos últimos meses, a operação passou por revisão de portfólio, com redução de marcas e SKUs. O ajuste veio acompanhado de reequilíbrio de estoque e foco maior na execução comercial.
No curto prazo, não há previsão de nomeação de um novo CEO. A operação passa a ser acompanhada mais de perto pela matriz, com Charles Marshall atuando diretamente junto ao time local, enquanto a condução no Brasil permanece distribuída entre as áreas-chave.
O portfólio segue sustentado por produtores estratégicos, com continuidade das relações com Marchesi Antinori, Viña Montes e Família Torres. Informações recentes que apontavam para uma suposta insatisfação da Antinori e possível saída da marca do portfólio foram negadas por Charles Marshall.
Fundada no Reino Unido em 1964, a Berkmann atua hoje com Reino Unido e Brasil como seus principais mercados. A operação brasileira, iniciada em 2015, mantém foco no on-trade – canal historicamente central para a companhia – em linha com a origem do negócio ligada à restauração. Esse é um grande desafio e potencial de crescimento: apenas 15% do vinho consumido no Brasil é on trade, segundo Marshall.
A mensagem da empresa é de continuidade operacional dentro de um processo de ajuste já em andamento.







